MIRÓ EDITORIAL LANÇA MEU PAI DESENHAVA NAVIOS
Livro da Poeta Regina Dayeh
Dia 23 de maio a partir das 18h30 na Livraria da Vila, Alameda Lorena
É o primeiro livro de poesia de Regina Dayeh. A autora nasceu no Rio de Janeiro em 1954 e passou a infância e adolescência em Santos. Mudou-se para São Paulo, onde se formou em Direito no Largo de São Francisco, em 1977. Foi professora universitária de Direito Empresarial e é atualmente Assessora Jurídica do TRT-SP Poeta e contista, este é seu primeiro livro de poesia.
No prefácio de Rodrigo Petronio, ele escreve que acima de tudo, a poesia de Regina abre um diálogo fecundo com o passado, pois não o postula como perfeito, finalizado. Ele ressoa e continuará ressoando em nós. A poesia é o modo pelo qual o captamos na linguagem. Esse movimento é muito singular no poema que dá título ao livro: Meu Pai Desenhava Navios. Nele temos uma descrição da imagem paterna como um misto de ser aquático terrestre:
Dedicatória
Meio água meio terra
meio peixe meio humano
na concha que encosto ao meu ouvido
escuto sua voz
pausada
Esse poema-título do livro, segundo Petronio, ecoa de maneira quase direta em um dos poemas finais, como a concha que guarda vozes. Para o escritor, "o rosto do pai emerge aqui como a fascinação de proximidade de uma cadeia infinita de engendramentos amorosos de vida. Se viemos do mar, na gigante odisseia da espécie, desde os unicelulares até a nossa forma humana atual, não é menos épico pensarmos que esse mar tem um rosto. E que este rosto é o rosto de um pai que desenha navios, singrando o dorso das águas, em idas e vindas pelas espirais da memória."
Para Petronio, "A poesia de Regina Dayeh caminha pelos meandros desses ecos do passado, trazidos à luz pelo frescor da palavra presente. Ela se mantém na oscilação entre os desertos e os oásis do tempo. Nômade. Tuareg. Como os povos do deserto, os poetas foram “abandonados pelos deuses”. Entretanto esse abandono não é carência, mas força. O abandono é uma forma de salvação: sentir a falta como falta e o eclipse dos deuses como eclipse é uma maneira de resgatar a palavra da clausura transeunte das coisas insensíveis. Por isso também a recorrência do tema do silêncio em diversos poemas deste volume. Silêncio dos deuses. Deserto. Passagens."
Lançamento: Poesia
Livro: Meu pai desenhava navios
Autor: Regina Dayeh
Local: Livraria da Vila
Endereço: Alameda Lorena, 1731 – Piso Superior
Data: 23 de maio de 2013
Horário: das 18h30 às 21h30
Fone: (11) 3062-1062
Editora: Miró Editorial
Um dos ícones mais importantes e versáteis da música brasileira, o compositor, cantor, violinista e escritor Jorge Mautner tem sua história de vida e carreira lembradas na cinebiografia “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto” que o Canal Brasil lança agora em DVD pelo selo Coleção Canal Brasil. Produzido pelo Canal Brasil e dirigido por Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, o filme revisita o livro autobiográfico desse nome fundamental da MPB e da Tropicália, lançado em 2006. Junto às entrevistas com amigos de infância, parentes e parceiros de composição, e imagens raras de arquivo, que remontam fases importantes de sua trajetória, desde a infância até os dias de hoje, Mautner gravou um show exclusivo com algumas de suas composições mais marcantes.
O filme reúne imagens raras que remontam a vida rica e cheia de reviravoltas de Jorge Mautner. Filho de um judeu austríaco com uma católica iugoslava, Mautner quase nasceu no barco que trouxe sua família da Europa Oriental, ocupada pelo governo nazista no início da década de 1940, para o Rio de Janeiro. Aos oito anos, devido à separação de seus pais, ele se muda para São Paulo, onde escreveu, com apenas 15 anos, seu primeiro e premiado livro, “Deus da Chuva e da Morte”. Da prisão por comportamento subversivo em São Paulo até o exílio em Londres, onde conheceu figuras como Caetano Veloso e Gilberto Gil, toda a vida do compositor é detalhada por trechos da obra e declarações de quem esteve presente em momentos fundamentais de sua história.
Em meio à leitura de passagens de seu texto e entrevistas comandadas por Pedro Bial, Mautner é acompanhado por sua banda na releitura de 26 de seus maiores sucessos, como “Maracatu Atômico”, “Lágrimas Negras” e “Cinco Bombas Atômicas”. Acompanhando por Nelson Jacobina (guitarra), Pedro Sá (guitarra), Kassin (baixo), Berna Ceppas (teclados e efeitos), Domenico Lancelotti (bateria), Mautner recebe dois de seus principais parceiros de música: Caetano Veloso, com quem interpreta “Todo Errado”, “Tarado” e “Manjar de Reis”; e Gilberto Gil, com quem divide a cena em “Outros Viram”, “Os Pais” e “Rouxinol”.
Local: Livraria da Travessa Leblon
Av. Afrânio de Melo Franco, 290 / 2º andar – Leblon – Rio de Janeiro
Uma das mais importantes vozes literárias do Brasil, Hilda Hilst (1930 – 2004) se queixou durante toda a vida do silêncio em torno de sua obra – incompreensão da crítica, distância do público e descaso dos editores. As vinte entrevistas reunidas em “Fico besta quando me entendem”, foram feitas de 1952 a 2002 em diversas ocasiões, como o lançamento de um de seus títulos, a estreia de uma de suas peças ou, mais tarde, em uma homenagem e tentativa de compreender sua obra.
Mais do que pretender dar voz às queixas que foram responsáveis por uma imagem muitas vezes arredia da autora, a reunião dessas conversas é uma preciosa aproximação de seu universo, da forma como Hilda encarava a vida, a literatura, os amigos, o amor e a morte. E desvendam, ao longo de vinte anos, uma mulher sensível, bem humorada, ávida por ser lida – não apenas por vaidade, mas pela certeza de ter o que comunicar.
Considerada uma das mais importantes escritoras contemporâneas do Brasil, Hilda Hilst produziu, ao longo de cinquenta anos, um universo literário composto de poesia, teatro, prosa de ficção e crônicas. Seu texto, muitas vezes considerado controverso pela crítica, é denso, duro, viril, mas mantém o lirismo da poeta e a vontade de comunicar os mistérios do mundo. Nesse emaranhado literário, muitas vezes o leitor se perde; há um limite entre a prosa e a poesia? A prosa não pode ser também lida teatralmente? A sátira das crônicas não está também presente em alguns poemas?
A crítica tem se voltado à tentativa de compreender essas questões. No entanto, o que se vê com as entrevistas reunidas em Fico besta quando me entendem é que quem é mais capaz de determinar essas fronteiras entre os gêneros literários produzidos por Hilda Hilst é ela mesma.
As filmagens em Presidente Prudente da série Brincando e Aprendendo com Ruas, Becos, Avenidas & Alamedas, dirigida pelo diretor Vicentini Gomez iniciam na segunda-feira, dia 20 de maio, no Centro Cultural Matarazzo e imediações. Na terça-feira, dia 21, Vicentini Gomez gravará nas cidades de Regente Feijó e Oswaldo Cruz
Os atores prudentinos Gabriel Vieira e Denílson Biguette fazem parte do filme; Gabriel será Carlos Gomes criança, enquanto Denílson interpretará o poeta Olavo Bilac.
A série de 8 filmes curtos de 8 minutos cada, sobre o nome de cada rua e a história da personalidade que a batiza, terá dois momentos distintos: o primeiro será de ação de responsabilidade social como cidadania, educação, saneamento, trânsito, entre outros. No segundo momento serão apresentadas a biografia de cada personagem.
A importância dos filmes é mostrar, principalmente às crianças, a responsabilidade social e educacional de não jogar lixo nas ruas, respeitar os mais velhos, educação no trânsito, vias de acesso possível às pessoas com necessidades especiais, etc. Outro objetivo, também muito importante, é apresentar aos moradores da cidade, a biografia das personagens das placas de rua, desde seu nascimento até sua morte.
As crônicas que a poeta Mariana Ianelli publicou no site Vida Breve foram reunidas em Breves Anotações Sobre Um Tigre, nos informa Alfredo Aquino, das edições ardotempo. Os textos formam ilustrados por Alfredo Aquino.

BREVES ANOTAÇÕES SOBRE UM TIGRE
Livro de crônicas de Mariana Ianelli
Prefácio de Ignácio de Loyola Brandão
Ilustrações: Desenhos de Alfredo Aquino
112 páginas
edições ardotempo – 2013
*** Mariana Ianelli nasceu em 1979 na cidade de São Paulo. Poeta, mestre em Literatura e Crítica Literária, é autora dos livros Trajetória de antes (1999), Duas Chagas (2001), Passagens (2003), Fazer Silêncio (2005), Almádena (2007) e Treva Alvorada (2010), todos pela editora Iluminuras. Como resenhista, colabora atualmente para os Jornais O Globo – Prosa&Verso (RJ) e Rascunho(PR).
Saiba mais sobre a autora em seu blog http://www2.uol.com.br/marianaianelli/

















